Perdi 30kg com Tirzepatida e Retatrutida: a Bicicleta Que Virou Parte da Minha Rotina

Já contei aqui um pouco da minha experiência com tirzepatida. Esse texto complementa aquele relato, focando em outra parte da equação: depois de perder 30kg entre tirzepatida e, mais recentemente, retatrutida (em estudo clínico), voltar a treinar deixou de ser opcional — virou a forma de garantir que o resultado se sustente. E a bicicleta, tanto a ergométrica em casa quanto a de rua, foi a peça central disso.

Perdi 30kg com Tirzepatida e Retatrutida: a Bicicleta Que Virou Parte da Minha Rotina

De novo o aviso de sempre: isso é relato pessoal, não incentivo pra ninguém usar por conta própria. Tirzepatida e retatrutida são, respectivamente, medicamento sob prescrição e substância ainda em fase de estudo clínico — qualquer decisão sobre isso é com acompanhamento médico, ponto final.

Por que voltar a pedalar fez sentido pra mim

Com menos peso e mais disposição, voltar a treinar ficou fisicamente mais fácil — mas eu precisava de algo que não dependesse de academia lotada nem de humor pra sair de casa. A bicicleta resolveu os dois lados: ergométrica pros dias corridos ou de chuva, bicicleta de rua nos dias livres, quando dá pra aproveitar o ar livre.

Ergométrica ou rua: o que muda no gasto calórico

Pesquisando sobre o assunto, achei uma comparação que resume bem por que uso as duas, não só uma:

Critério Bicicleta de Rua Bicicleta Ergométrica
Calorias/hora (moderado) 550–650 kcal 480–560 kcal
Calorias/hora (intenso) 800–1000 kcal 700–900 kcal
Depende do clima Sim Não
Ideal para Resultado + ar livre Rotina previsível em casa

Estimativas baseadas em equivalentes metabólicos (MET), pra pessoa de ~70kg. Peso corporal, intensidade e inclinação alteram o resultado real.

Na prática: a rua queima um pouco mais por hora (vento, subidas, equilíbrio exigem mais do corpo), mas a ergométrica ganha em constância — não depende de clima, trânsito ou luz do dia, e isso pesa mais no resultado final do que a intensidade isolada de um treino.

A ergométrica que uso em casa

Optei por uma com roda de inércia de 20kg — resistência suficiente pra simular subida sem ficar instável, e suporta bem o meu peso atual:

A bicicleta que uso na rua

Pros dias livres, uso uma aro 29 com freio a disco e 24 marchas — dá pra variar terreno sem ficar limitado a pista plana:

Como organizo o treino na semana

Não sigo uma planilha rígida, mas tenho uma lógica simples: nos dias de chuva ou quando o tempo está corrido, pedalo na ergométrica em casa, sem depender de clima ou trânsito. Nos dias livres e com sol, prefiro sair na bike de rua, que acaba rendendo mais tempo ao ar livre e uma sensação diferente de treino. Essa flexibilidade foi o que me manteve treinando de forma consistente — quando eu dependia só de uma opção, qualquer imprevisto virava desculpa para pular o treino.

Ajustes que fiz na bike de casa

Uma coisa que aprendi na prática: a altura do selim faz toda diferença no conforto do joelho. Levei um tempo ajustando até achar o ponto em que a perna fica levemente flexionada no pedal mais baixo, sem forçar a articulação. Também coloquei um tapete emborrachado embaixo da ergométrica — reduz a vibração no piso e ajuda a proteger tanto o chão quanto a própria bike do desgaste.

O que mudou no meu condicionamento com o tempo

Nos primeiros meses, 15 minutos de pedal já cansavam bastante. Com a evolução do tratamento e da rotina de treino, hoje consigo sessões mais longas e intervalos mais intensos sem o mesmo esforço percebido de antes. Isso reforçou pra mim que o equipamento em si importa menos do que a constância — a bike que eu uso hoje é a mesma de meses atrás, o que mudou foi o corpo se adaptando ao uso regular.

Manutenção que faço na minha ergométrica

De tempos em tempos, confiro se os parafusos e a pedivela continuam firmes, e limpo a estrutura depois do treino pra tirar o suor, que com o tempo pode enferrujar partes metálicas. Como a minha é de resistência mecânica com roda de 20kg, também fico de olho em como a resistência responde ao ajuste — se começar a “escorregar” ou perder consistência, é sinal de que a pastilha de fricção está pedindo atenção.

Perguntas que eu mesmo tinha antes de começar

Pedalar emagrece sozinho?

Ajuda, mas não sozinho — pra mim, o que fez a diferença de verdade foi o tratamento com acompanhamento médico somado à rotina de treino, não um substituindo o outro. 30 minutos de pedal moderado gastam entre 250 e 350 kcal, o que soma bastante numa rotina consistente, mas não é mágica isolada.

Dá pra pedalar todo dia?

Dá, alternando intensidade e prestando atenção em dor no joelho — ajustar a altura do selim reduz bastante o impacto articular. Comecei devagar, 15-20 minutos, e fui aumentando conforme o corpo (e o peso) foram mudando.

O que eu diria pra quem está começando algo parecido

Emagrecimento sustentável não é só o medicamento — é o conjunto: acompanhamento médico, alimentação com proteína suficiente (já falei disso no relato anterior), e uma forma de se movimentar que você realmente sustenta no tempo. Pra mim, foi a bicicleta. Pode ser outra coisa pra você — o importante é ter algo que não dependa só de força de vontade num dia ruim.

Aviso: este relato tem caráter pessoal e informativo, não substitui orientação médica. Tirzepatida é medicamento de venda sob prescrição no Brasil; retatrutida ainda está em fase de estudo clínico, sem aprovação regulatória. Qualquer decisão sobre tratamento deve ser feita exclusivamente com acompanhamento de profissional de saúde habilitado.

Como lido com dias de baixa motivação

Nem todo dia dá vontade de treinar, mesmo gostando do resultado. Nesses dias, uma coisa que funciona pra mim é reduzir a exigência: em vez de cobrar um treino completo de 40 minutos, me permito fazer só 15 minutos em ritmo leve na ergométrica. Quase sempre, uma vez que subo na bike, acabo continuando mais do que planejei — mas mesmo quando não continuo, os 15 minutos já contam como dia treinado, e isso evita o efeito bola de neve de pular um dia, depois outro, até perder o hábito de vez.

O que eu levaria em conta se fosse comprar hoje

Se estivesse escolhendo a ergométrica de novo hoje, prestaria mais atenção ainda ao peso da roda de inércia logo de início, em vez de comprar qualquer modelo básico e trocar depois. Como já sabia que ia treinar com frequência, faria sentido ir direto para uma resistência mais robusta, evitando a fase intermediária de “descobrir que o modelo de entrada ficou fácil rápido demais”. Para quem está decidindo agora, minha sugestão é ser honesto sobre a própria constância esperada: se a intenção é treinar poucas vezes por semana, um modelo mais simples resolve; se o plano é fazer disso um hábito diário ou quase diário, vale já considerar uma resistência maior desde o início.

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